Polícia de Tarcísio matou 423 jovens e negros em sete meses

Segurança do governador mantém alto nível de letalidade policial contra a população.

Publicado em: 04/09/2025 às 10:33 | Atualizado em: 04/09/2025 às 10:33

A violência policial em São Paulo segue em patamar elevado sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Entre janeiro e julho de 2025, policiais militares e civis mataram 423 pessoas, segundo dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP).

O perfil das vítimas repete anos anteriores: jovens negros das periferias. Do total, 355 foram mortos em serviço e 68 em ações de policiais de folga. Pesquisadores e entidades de direitos humanos apontam abusos e execuções disfarçadas de confronto.

Somente em julho, 58 pessoas perderam a vida em intervenções policiais, quase todas negras. O número mantém a estabilidade em relação a 2024, mas é o dobro do percentual registrado em 2022. Em bairros periféricos, a polícia chega a responder por até 80% dos homicídios.

Casos como o do marceneiro Guilherme Dias, 26 anos, morto com um tiro na cabeça ao sair do trabalho, reforçam a crítica de que a cor da pele é determinante. “Meu esposo foi assassinado por ser preto”, declarou a viúva, Stephanie dos Santos.

O Ministério Público também acompanha os números. Entre janeiro e julho, contabilizou 428 mortes, número ligeiramente superior ao da SSP-SP. No dia mais letal do mês, nove pessoas foram mortas em ações da PM em quatro cidades.

A SSP-SP afirma investir em capacitação, protocolos e equipamentos de menor potencial ofensivo, garantindo que todas as ocorrências sejam apuradas pela Corregedoria com acompanhamento do Ministério Público.

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Foto: arquivo/Agência Brasil