China não está gostando nadinha de EUA apreender navios
Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, Washington promove “sanções unilaterais e ilegais” e não tem o direito de impedir que a Venezuela mantenha relações com outros países
Publicado em: 22/12/2025 às 20:59 | Atualizado em: 22/12/2025 às 21:05
A China criticou nesta segunda-feira (22) a interceptação de navios petroleiros pelos Estados Unidos perto da Venezuela e classificou a ação como “grave violação do direito internacional”.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores chinês, Washington promove “sanções unilaterais e ilegais” e não tem o direito de impedir que a Venezuela mantenha relações com outros países.
A reação ocorre após agências internacionais informarem que forças americanas interceptaram um terceiro petroleiro nas proximidades da costa venezuelana neste fim de semana.
De acordo com a Bloomberg e a Reuters, a embarcação, identificada como Bella 1, estaria sob sanções e navegaria com bandeira falsa.
As informações sobre a abordagem ainda são divergentes, e os EUA não comentaram oficialmente o caso.
Se confirmada, será a terceira interceptação em pouco mais de dez dias, como parte da estratégia do governo Donald Trump para pressionar o regime de Nicolás Maduro.
No sábado (20), os EUA apreenderam o petroleiro Centuries, e, em 10 de dezembro, o Skipper.
Recentemente, Trump anunciou um bloqueio total a petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reagiu e afirmou que o país sofre uma “campanha de agressão” e classificou as ações como “pirataria internacional”.
A Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, mas enfrenta dificuldades para exportar devido às sanções, que já começam a afetar a capacidade de armazenamento e a produção.
A China, principal compradora do petróleo venezueluelano, reforçou o apoio a Caracas.
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Foto: reprodução/TV Globo
