Trump revela logo objetivo do sequestro de Maduro: petróleo dos venezuelanos
Presidente dos EUA anuncia controle interino da indústria petrolífera da Venezuela e entrada de empresas americanas no país.
Publicado em: 03/01/2026 às 14:13 | Atualizado em: 03/01/2026 às 14:15
O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que uma grande empresa americana passará a administrar o setor de petróleo da Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro.
Segundo Trump, os EUA atuarão em solo venezuelano até que ocorra uma “transição adequada”, com forte envolvimento direto na indústria petrolífera do país.
O anúncio foi feito horas depois da operação militar que resultou na retirada de Maduro da Venezuela. Trump classificou a exploração atual do petróleo venezuelano como “uma bagunça”.
A Venezuela detém a maior reserva comprovada de petróleo do mundo, com cerca de 300 bilhões de barris. Apesar disso, a produção atual gira em torno de 1 milhão de barris por dia.
Trump não informou qual empresa assumirá a gestão, mas hoje apenas a Chevron, entre as grandes petrolíferas dos EUA, opera no país, sob licença especial concedida desde 2022.
Atualmente, a indústria petrolífera venezuelana é controlada pela estatal PDVSA (Petróleos da Venezuela S.A.), com parcerias envolvendo empresas da China, Rússia, França, Espanha e Itália.
Ao longo dos anos, o governo venezuelano assumiu ativos de companhias que se recusaram a conceder controle majoritário à PDVSA. Chevron, BP e Statoil aceitaram participação minoritária.
Em entrevista à Fox News, Trump reforçou que os EUA estarão “muito fortemente envolvidos” no setor petrolífero venezuelano e afirmou que países compradores, como a China, seguirão recebendo petróleo.
“A China continuará recebendo petróleo da Venezuela”, disse Trump, citando os cerca de 600 mil barris diários exportados ao país asiático.
Antes de ser capturado, Maduro acusou os Estados Unidos de buscarem os recursos naturais da Venezuela. A acusação foi reiterada neste sábado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.
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Foto: reprodução/YouTube CNN
