Terror da milícia de Trump é ameaça de boicote à copa de 2026 nos EUA
Segundo cidadão americano assassinado pela polícia de imigração recebeu 10 tiros
Publicado em: 26/01/2026 às 19:50 | Atualizado em: 26/01/2026 às 20:03
A Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, passou a ser alvo de crescente desconforto político entre dirigentes, atletas e torcedores, diante das ações e discursos do presidente norte-americano Donald Trump.
No último sábado (24), o segundo cidadão norte-americano morto em uma ação da polícia de imigração dos Estados Unidos foi atingido por ao menos dez disparos, segundo informações preliminares divulgadas por autoridades e familiares.
Diante disso, em reuniões reservadas, federações europeias já discutem a possibilidade de protestos e até de boicote caso a escalada de tensões internacionais se intensifique.
Na semana passada, representantes de cerca de 20 federações europeias se reuniram discretamente na Hungria para avaliar o impacto das ameaças de Trump à Groenlândia e de uma eventual crise política ou militar envolvendo a Europa.
O debate ganhou dimensão pública após o vice-presidente da Federação Alemã de Futebol, Oke Göttlich, afirmar que “chegou a hora” de falar abertamente sobre boicote.
Dos 104 jogos da Copa de 2026, 78 estão previstos para ocorrer em território norte-americano. Parlamentares europeus e dirigentes esportivos alertam que uma anexação da Groenlândia ou o agravamento de sanções e conflitos comerciais poderia tornar politicamente inviável a participação europeia no torneio.
Apesar do mal-estar, dirigentes admitem que uma decisão desse porte exigiria forte respaldo político, ainda incerto.
A Fifa, por sua vez, tenta minimizar a crise. Segundo o presidente da entidade, Gianni Infantino, mais de 500 milhões de ingressos já teriam sido solicitados.
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Foto: reprodução/TV Brasil
