Rodrigo Sá, candidato ao Senado
Sá tenta trilhar caminhos já feitos por Fábio Lucena, Jefferson Peres e Plínio Valério
Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas e Márcio Costa, do AmEmPauta
Publicado em: 30/03/2026 às 13:13 | Atualizado em: 30/03/2026 às 13:13
A possível candidatura do vereador Rodrigo Sá (PP) ao Senado Federal começou a ganhar corpo nos bastidores da política amazonense nas últimas duas semanas. Rumores e movimentos recentes dentro da base do governador Wilson Lima (União) deixam cada vez mais clara a articulação.
Caminhos semelhantes, da Câmara Municipal de Manaus ao Senado, trilham Fábio Lucena (1983), Jefferson Peres (1995) e Plínio Valério (2019). Vanessa Grazziotin saiu da CMM, mas, antes, foi deputada federal.
Sá tem intensificado sua presença em agendas oficiais do governo. Ele sempre aparece em posição de destaque ao lado do chefe do Executiva. Nesta segunda-feira, dia 30, durante evento na Secretaria de Segurança Pública, a cena se repetiu: o vereador acompanhou de perto o governador, reforçando a leitura de que seu nome vem sendo testado como opção da base para 2026.
A articulação ocorre no âmbito da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, que busca montar uma chapa competitiva para a disputa majoritária no Amazonas. A movimentação ganhou tração após a passagem por Manaus, no último fim de semana, do presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, que pediu de Wilson Lima a construção de uma “chapa robusta”, inclusive para os cargos mais “relevantes”.
Presidente estadual da federação, Wilson Lima, foi questionado sobre o tema, mas evitou confirmação direta. “O partido vai lançar uma chapa robusta”, disse, sem descartar nomes.
“Estou à disposição”, diz vereador
Procurado pela reportagem, Rodrigo Sá adotou tom cauteloso, mas não afastou a possibilidade de disputar um cargo majoritário.
“Estamos aqui para cumprir as missões que o nosso grupo político determinar. Não foi conversado ainda nada sobre isso. O governador sabe da minha disposição em ajudar”, afirmou.
Delegado de polícia de carreira, com mais de duas décadas de atuação, o vereador ressaltou que pretende contribuir com sua experiência, independentemente do cargo.
“Eu acredito que eu possa figurar nesse projeto político de 2026. Não sei em qual papel, mas isso será determinado nas próximas semanas”, declarou.
Segurança pública como bandeira
Durante a entrevista, Rodrigo Sá também foi instigado a comentar pautas nacionais — movimento interpretado como um teste de discurso para um eventual salto ao Congresso.
Ele defendeu mudanças na legislação penal e processual como prioridade para o país.
“O mais importante é o endurecimento das penas, mas também mais rigor na questão processual. A polícia muitas vezes enxuga gelo”, afirmou.
Segundo ele, o sistema atual permite interpretações que resultam em punições mais brandas. “A legislação oferece um campo muito aberto para que magistrados apliquem sanções mais leves”, disse, ao defender maior rigidez, especialmente em crimes graves e na proteção às mulheres.
Cenário em construção
Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o nome de Rodrigo Sá atende a critérios considerados estratégicos: perfil técnico na área de segurança pública, base eleitoral em Manaus e alinhamento direto com o governador.

A definição, no entanto, ainda depende do desenho final da chapa da Federação União Progressista, que deve ser consolidado nos próximos meses sob a coordenação de Wilson Lima.
Até lá, a presença constante de Sá ao lado do governador e o aumento das especulações indicam que seu nome entrou definitivamente no radar da disputa pelo Senado no Amazonas.
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Fotos: Neuton Corrêa/BNC Amazonas
