PF toma arma e identidade funcional de Eduardo Bolsonaro

Órgão abre prazo após um ano de faltas ao serviço e cobra cumprimento de ordem

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 27/02/2026 às 11:46 | Atualizado em: 27/02/2026 às 11:46

A Polícia Federal determinou que o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro devolva, no prazo de cinco dias, a arma e a identidade funcionais vinculadas ao cargo de escrivão. A ordem partiu da corregedoria da corporação após o ex-parlamentar não se apresentar para reassumir as funções administrativas, como determinado no início deste ano.

Eduardo estava afastado do cargo desde que se mudou para os Estados Unidos. Com a perda do mandato, deveria ter retornado formalmente às atividades na PF, como qualquer servidor público submetido ao regime disciplinar da instituição.

A ausência prolongada e o descumprimento da ordem interna levaram à adoção de medidas administrativas, incluindo a exigência formal de devolução dos instrumentos funcionais.

O porte de arma e a carteira de identificação são prerrogativas restritas a servidores em exercício regular.

O caso se soma a outras controvérsias envolvendo o núcleo político do pai Bolsonaro.

A permanência de Eduardo nos Estados Unidos, segundo críticos, teria sido acompanhada de articulações políticas e declarações contra instituições brasileiras.

No plano administrativo, a situação expõe um ponto sensível: servidores públicos submetem-se a regras objetivas, independentemente da projeção política que tenham alcançado.

Ao ser cassado, o ex-deputado deixou de exercer mandato eletivo, mas manteve o vínculo funcional com a PF, o que implica dever de retorno ao posto, salvo autorização formal de afastamento.

A corregedoria agora aguarda o cumprimento da ordem. Caso contrário, o processo disciplinar pode avançar para sanções mais severas, incluindo perda do cargo.

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