Operação do MP e CGU afasta servidores da saúde no Amazonas e bloqueia bens

Ação do MP-AM cumpriu 101 mandados em Manaus e Joinville, com prisões, afastamentos e bloqueio de mais de R$ 1 milhão em bens.

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 16/10/2025 às 19:21 | Atualizado em: 16/10/2025 às 19:23

A operação Metástase, que Ministério Público do Amazonas (MP-AM) deflagrou nesta quinta-feira (16 de outubro), cumpriu 101 mandados judiciais em Manaus e em Joinville (SC), com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União).

Como resultado, a prisão preventiva de 3 suspeitos, 27 buscas e apreensões, afastamento de 7 servidores públicos e bloqueio de bens no valor de R$ 1.014.892,65.

A ação mira um esquema de desvio de recursos da saúde do Amazonas, com foco em contratos e licitações da FCecon e das maternidades Balbina Mestrinho e Dona Nazira Daou, todas em Manaus.

Esquema com muitos tentáculos

As investigações revelam fraudes em licitações, com combinação prévia de valores e favorecimento de empresas ligadas a servidores e empresários.

O que apura o MP-AM:

  • • corrupção ativa e passiva,
  • • lavagem de dinheiro,
  • • fraude licitatória,
  • • peculato e
  • • organização criminosa.

“A intenção é estancar os desvios de recursos públicos e processar os responsáveis, reparando os danos causados à saúde do estado”,* afirmou o promotor Edinaldo Medeiros, titular da 77ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.

Medidas judiciais executadas

  • • 3 prisões preventivas
  • • 27 buscas domiciliares
  • • 15 buscas pessoais
  • • 7 afastamentos da função pública
  • • 7 suspensões de contratação com o poder público
  • • 17 bloqueios de bens e valores
  • • 25 quebras de sigilo telefônico

A operação tem apoio da Polícia Civil do Amazonas e do Gaeco de Santa Catarina, coordenados pelo MP-AM.

Esquema não parou

A etapa anterior da investigação, chamada Jogo Marcado e deflagrada em julho de 2024, já tinha revelado fraudes na UPA José Rodrigues, em Manaus.

Naquela fase, 22 mandados foram cumpridos e uma família ligada a seis empresas foi identificada como beneficiária de licitações com valores manipulados para evitar concorrência.

Segredo de justiça e avanço do esquema

Os nomes dos investigados não foram divulgados. O MP-AM afirma que o esquema expandiu-se para outras unidades de saúde e contratos públicos, motivando o nome da operação, Metástase, em referência à propagação do esquema por diferentes órgãos da administração estadual.

Foto: divulgação