Moraes abre julgamento do grupo que matou Marielle Franco e assessor

A sessão da Primeira Turma durou cerca de seis horas, dedicadas exclusivamente às sustentações orais

Publicado em: 24/02/2026 às 23:05 | Atualizado em: 24/02/2026 às 23:11

O primeiro dia de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os supostos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes foi marcado por fortes divergências entre acusação e defesas.

A sessão da Primeira Turma durou cerca de seis horas, dedicadas exclusivamente às sustentações orais.

A Procuradoria-Geral da República afirmou que os irmãos Brazão integrariam uma organização criminosa armada ligada a milícias no Rio de Janeiro, com atuação em grilagem de terras.

Segundo a acusação, a atuação política de Marielle contra milícias e a ocupação irregular na Zona Oeste teria motivado o crime.

A PGR sustentou que a denúncia se baseia em um conjunto “extenso e robusto” de provas, e não apenas na delação de Ronnie Lessa.

As defesas, por sua vez, concentraram críticas na colaboração premiada de Lessa, classificada como frágil e sem respaldo em provas independentes.

Os advogados de Chiquinho e Domingos Brazão negaram vínculos com milícias e contestaram a existência de motivação fundiária.

Já as defesas de Rivaldo Barbosa, Ronald Pereira e Robson Calixto alegaram ausência de provas concretas que os liguem ao crime ou à organização criminosa apontada pela acusação.

O julgamento ocorreu em clima silencioso, sem intervenções dos ministros durante as sustentações. Familiares das vítimas acompanharam a sessão, assim como parlamentares e aliados políticos.

A sessão será retomada nesta quarta-feira (25), com o início dos votos dos ministros, começando pelo relator, Alexandre de Moraes.

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Foto: Guilherme Cunha/Alerj