Governo Lula sofre derrota em urgência da anistia

Centrão garante “meia vitória” e impõe desgaste ao Planalto

Aliados, Motta à frente, tentam manobra para salvar Bolsonaro

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 18/09/2025 às 16:44 | Atualizado em: 18/09/2025 às 16:44

O governo Lula foi derrotado na votação da urgência do projeto da anistia, realizada na quarta-feira (17 de setembro), mesmo após liberar emendas parlamentares e promover reuniões com ministros da Frente Ampla e do Centrão.

A aprovação do requerimento foi articulada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e contou com apoio decisivo do Centrão.

Derrota expõe limites da articulação governista

Apesar da derrota, líderes governistas avaliam que a oposição obteve apenas uma “vitória pela metade”, já que não deverá emplacar uma anistia plena ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

O desfecho se deu quando Lula não autorizou o PT a apoiar a PEC da Blindagem, condição imposta pelo Centrão para barrar a urgência. Com o voto contrário da bancada petista, mesmo com doze dissidências, o bloco decidiu aprovar a medida.

Agora, o Centrão trabalha para construir um texto que reduza penas, mas não conceda anistia total. Um interlocutor da presidência da Câmara resumiu:

“A redução da pena não pode ser pequena, porque aí o PL não aceitará. Nem tão enorme, porque não será aceita pelo Senado”.

Na avaliação do Centrão, a estratégia permitirá atenuar condenações de Bolsonaro, mas mantendo sua inelegibilidade. Esse cenário abriria espaço para o governador Tarcísio de Freitas, visto como nome preferido do bloco para futuras disputas.

Saiba mais em G1.

Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados