Entidade de policiais defende passado de Anabela, mas ignora realidade
Nota ressalta reputação e histórico profissional da servidora e deixa de lado a gravidade de sua infiltração criminosa na Prefeitura de Manaus.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 25/02/2026 às 10:18 | Atualizado em: 25/02/2026 às 10:19
A prisão preventiva de uma investigadora da própria Polícia Civil do Amazonas expôs mais do que suspeitas criminais. Revelou também o silêncio estratégico de quem deveria enfrentar o fato.
Nesta terça-feira (24 de fevereiro), o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Amazonas (Sinpol) divulgou nota em defesa de Anabela Cardoso de Freitas, investigadora de carreira e assessora do prefeito David Almeida, segundo ele.
A entidade emitiu nota para defender o passado da servidora pública, mas não manifestou apoio à própria ação da Polícia Civil, que apresentou provas consistentes à Justiça que resultaram na prisão de Anabela.
A nota oficial tratou só do passado da servidora pública, mas ignorou a realidade dos fatos. Esses são o de ligação da assessora do prefeito com facção do crime organizado, conforme apontou a operação Erga Omnes.
A manifestação sindical, portanto, não abordou o ponto central do caso.
A operação Erga Omnes investiga núcleo de atuação política de facção criminosa infiltrado em órgãos públicos do estado.
Anabela Freitas é um dos alvos por sua atuação a favor do crime organizado como elo com a Prefeitura de Manaus, em assessoria direta ao prefeito.
Todos esses indícios já estão à disposição da Justiça, apresentados pela própria Polícia Civil, instituição à qual a investigadora pertence e que justifica a existência do sindicato dos policiais.
A nota sindical, ainda que defendesse sua afiliada, bem que poderia ter feito um gesto de apoio ao trabalho dos demais colegas que realizaram uma operação de repercussão nacional.
Quanto a Anabela, terá a oportunidade de exercer plenamente a defesa de seu histórico no curso do processo legal.
Leia a nota do sindicato


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Foto: reprodução/redes sociais
