Em tom de despedida, David Almeida transforma infraestrutura sustentável em vitrine de gestão
Ao regulamentar o “Manaus Sustentável”, prefeito reforça o discurso de legado em infraestrutura e sustentabilidade enquanto projeta a gestão municipal como base para a disputa ao governo do estado
Ana de Oliveira, da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 18/03/2026 às 12:40 | Atualizado em: 18/03/2026 às 12:40
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), assinou nesta quarta-feira (18 de março) a regulamentação do programa “Manaus Sustentável” e utilizou o ato para marcar a fase final de sua gestão, a menos de duas semanas de deixar o cargo para disputar o governo do Amazonas.
Ao apresentar a iniciativa como legado, Almeida reforçou a associação de sua administração à agenda de infraestrutura sustentável, eixo que passa a sustentar seu discurso político.
“Vou fazer esse resumo, esse comparativo no dia 31, quando marcarmos a nossa saída da prefeitura, deixando um legado de conquistas, realizações e resultados marcantes”.
A fala reforça o movimento de transição para a disputa estadual, com a tentativa de converter a experiência administrativa em capital político.
Resultados como discurso
A narrativa de eficiência tem sido central no posicionamento de Almeida, que relaciona avanços na capital à possibilidade de ampliar políticas públicas em nível estadual, especialmente no desenvolvimento urbano.
“É verdade que precisamos avançar, e eu quero mostrar que é possível sair no dia 31 deixando a prefeitura e colocando meu nome à disposição da população do estado para, juntos, fazermos a maior parceria da história do governo”.
Dessa forma, a infraestrutura sustentável aparece como um dos principais eixos do discurso.
Programa ‘Manaus Sustentável’
Como parte dessa estratégia, o programa “Manaus Sustentável” estabelece incentivos fiscais e urbanísticos para estimular construções com menor impacto ambiental.

A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a International Finance Corporation e o Banco Mundial.
Entre as medidas, estão a redução de até 70% em taxas, como outorga onerosa e compensações, além de prioridade no licenciamento para empreendimentos que comprovem menor impacto ambiental.
“Buscamos com essas ações melhores mecanismos e melhores ambientes na cidade, [o decreto] continua contribuindo para que Manaus possa avançar ainda mais”, afirmou o prefeito.
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Fotos: BNC Amazonas
