Do nada, Trump começa a atacar estradas na Amazônia

Ele se refere a uma estrada pequena no Pará. Imagine se conhecesse BR-319, Transamazônica…

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 10/11/2025 às 10:27 | Atualizado em: 10/11/2025 às 10:27

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou o Brasil neste domingo (9 de novembro), ao afirmar, em uma postagem na Truth Social, que “a Amazônia do Brasil foi destruída para a construção de uma estrada de quatro faixas para que ambientalistas pudessem viajar”.

A publicação veio acompanhada de um vídeo da Fox News, gravado em Belém (PA) durante a cobertura da COP30.

A emissora questionou as “prioridades do Brasil” e chegou a dizer que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, “se gabou de cortar milhares de árvores para a construção desta estrada de quatro faixas para a COP30”.

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Governo responde

Em nota, a Secretaria Extraordinária para a COP-30, ligada à Casa Civil, esclareceu que a obra — a Avenida Liberdade, em Belém — não é de responsabilidade do governo federal e “não faz parte do escopo de obras da COP30”.

O governador do Pará, Helder Barbalho, rebateu diretamente as críticas. Em suas redes, ironizou Trump e destacou os avanços ambientais do estado:

“Em vez de falar de estradas, o presidente norte-americano deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas. Poderia celebrar a redução histórica no desmatamento da Amazônia — com destaque para o Pará, que obteve o seu melhor resultado. Ou, no mínimo, seguir o exemplo do Governo do Brasil e investir mais de US$ 1 bilhão para salvar florestas no mundo. Ainda dá tempo de passar na COP30, presidente Trump. Esperamos você com um tacacá. É melhor agir do que postar.”

A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou que a Avenida Liberdade segue o traçado de um linhão de energia, onde a vegetação já havia sido retirada.

O projeto busca reduzir o tempo de deslocamento urbano e evitar a emissão de 17,7 mil toneladas de CO₂ por ano. A obra possui licença ambiental e cumpre 57 condicionantes sociais e ambientais, incluindo 37 passagens de fauna, ciclovia e iluminação solar.

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Foto: Reprodução