Dinheiro para campanha: Lula propõe R$ 1 bi, deputados e senadores querem R$ 4,9

CMO aprova ampliação do fundo eleitoral, que deve chegar a R$ 4,96 bilhões no Orçamento de 2026

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 30/09/2025 às 15:36 | Atualizado em: 30/09/2025 às 15:36

A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou nesta terça-feira (30 de setembro) uma instrução que amplia os recursos destinados ao fundo eleitoral no orçamento de 2026. O relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), terá de reservar R$ 4,9 bilhões para o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

O valor é 3,9 bilhões maior que a proposta enviada pelo governo do presidente Lula da Silva, que previa apenas R$ 1 bilhão para o financiamento das campanhas. A decisão repete o movimento feito em 2024, quando o Congresso também destinou R$ 4,9 bilhões ao chamado Fundão.

Para atingir o novo montante, o texto aprovado prevê cortes em outras áreas do orçamento.

Serão R$ 2,9 bilhões retirados de emendas de bancada e R$ 1 bilhão de despesas discricionárias, que são investimentos ou gastos que o governo pode administrar.

O deputado Isnaldo Bulhões defendeu a medida afirmando que a ampliação “corrige um equívoco do Executivo” e garante o mesmo patamar já aplicado nas eleições anteriores. Segundo ele, o valor permitirá manter equilíbrio no financiamento das campanhas.

A base governista não apresentou resistência à proposta, e a aprovação ocorreu de forma simbólica. Agora, o valor final do fundo, que pode chegar a R$ 4,96 bilhões, será definido no relatório da peça orçamentária.

O texto ainda precisa ser votado em sessão conjunta da Câmara e do Senado e, em seguida, sancionado pelo presidente Lula. Só então o Fundão terá validade oficial para o próximo ciclo eleitoral.

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