CPI do INSS: Carlos Lupi, presidente do PDT, é denunciado por dirigentes

Ex-dirigentes citam ex-ministro da Previdência em esquema de descontos ilegais contra aposentados.

Publicado em: 27/02/2026 às 10:50 | Atualizado em: 27/02/2026 às 10:55

A delação de ex-dirigentes do INSS levou o nome de Carlos Lupi ao centro da CPI que investiga descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

André Fidelis e Virgílio de Oliveira Filho mencionam o ex-ministro da Previdência em anexos que tratam da estrutura do esquema.

Lupi comandou a pasta no governo Luiz Inácio Lula da Silva entre janeiro de 2023 e maio de 2025. Ele deixou o cargo nove dias após a Polícia Federal deflagrar a primeira fase da Operação Sem Desconto.

A operação prendeu integrantes da cúpula do Instituto Nacional do Seguro Social.

Segundo as apurações, Lupi defendeu publicamente o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, apontado como beneficiário de R$ 250 mil mensais do esquema.

“A indicação do Stefanutto é de minha inteira responsabilidade. Doutor Stefanutto é um servidor que — até o presente momento — tem me dado todas as demonstrações de ser exemplar”, afirmou.

Diante da resistência do ministro, Lula decidiu exonerar Stefanutto.

A delação também cita o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o ex-procurador Virgílio Filho, ambos presos em fases da operação.

Virgílio, segundo a PF, recebeu R$ 11,9 milhões de empresas ligadas às entidades investigadas. André Fidelis teria autorizado acordos que permitiram descontos automáticos na folha de aposentados.

Durante a gestão de Lupi, os valores descontados ilegalmente saltaram de R$ 80,6 milhões para R$ 248,1 milhões.

Além de Lupi, os delatores mencionaram Fábio Luís Lula da Silva. O ministro André Mendonça determinou a quebra de sigilos do empresário.

A CPI deve analisar o conteúdo das delações nas próximas etapas da investigação.

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil