Caso de fisioterapeuta revela ‘fantasmas’ no gabinete de Hugo Motta

Ministério Público Federal investiga fantasmas e parentes de ex-funcionária no gabinete de Hugo Motta por suspeita de desvio.

Publicado em: 06/11/2025 às 08:34 | Atualizado em: 06/11/2025 às 08:35

O Ministério Público Federal (MPF) e a Advocacia-Geral da União (AGU) travam disputa sobre o caso da fisioterapeuta Gabriela Pagidis, apontada como funcionária fantasma do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Entre 2017 e 2025, Gabriela recebeu R$ 807 mil em salários da Câmara dos Deputados, mesmo atuando em clínicas particulares. O MPF quer o ressarcimento dos valores aos cofres públicos, enquanto a AGU tenta encerrar o processo.

“O ato produziu efeitos jurídicos durante todo o período que esteve em vigor, devendo ser ressarcido eventual dano ao erário”, escreveu o procurador Harold Hoppe.

A ação popular foi movida pelo advogado Rafael Gama no TRF-4 e segue em fase de produção de provas. A defesa do deputado afirma que não houve irregularidades e que a ex-servidora já havia sido exonerada.

A investigação revelou ainda outros funcionários fantasmas no gabinete, incluindo o caseiro de uma fazenda do deputado e uma estudante de medicina. Quatro parentes de Gabriela também foram empregados por Motta, recebendo R$ 2,8 milhões em salários.

O MPF mantém apuração paralela sobre um possível esquema de rachadinha envolvendo a chefe de gabinete, Ivanadja Meira Lima, que possuía procurações para movimentar contas e receber salários de assessores.

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Foto: Kayo Magalhães/Agência Câmara