Câmara gasta R$ 3,3 milhões com Brazão, Zambelli e Eduardo Bolsonaro

Brazão, Zambelli e Eduardo Bolsonaro mantêm estrutura ativa mesmo fora do país ou presos

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 19/10/2025 às 16:43 | Atualizado em: 19/10/2025 às 21:11

Segundo o Estadão, a Câmara dos Deputados custeou R$ 3,3 milhões em quase dois anos para manter gabinetes de parlamentares que não registraram presença em sessões. Os gastos se concentram em Chiquinho Brazão (R$ 1,9 milhão), Eduardo Bolsonaro (R$ 900 mil) e Carla Zambelli (R$ 300 mil).

Mesmo ausentes e impedidos de receber salário por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Bolsonaro mantém nove assessores nos EUA, enquanto Zambelli segue com 12 funcionários na Itália. Em nota ao Estadão, a equipe da deputada afirmou:

“A equipe continua desempenhando suas funções administrativas, legislativas e de atendimento às demandas da população, garantindo a continuidade dos trabalhos e do mandato da parlamentar.”

Chiquinho Brazão recebeu cerca de R$ 18,9 mil mensais enquanto esteve preso preventivamente, até perder o mandato em abril de 2025.

Críticas vieram de parlamentares

“É uma vergonha. Eles continuarem recebendo salários e usando verbas de gabinete é um escárnio”, disse o deputado Helder Salomão (PT-ES).

O projeto de resolução do deputado Alencar Santana (PT-SP) busca acabar com o chamado “deputado home office”, exigindo presença física na Câmara para o exercício do mandato.

O cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira, da Fundação Getulio Vargas, avalia que a manutenção desses pagamentos aumenta o desgaste da Câmara e é um problema para a presidência da Casa.

“Quando a Câmara mantém o pagamento de três parlamentares que não prestam nenhum serviço à Casa, com o agravamento que Eduardo Bolsonaro está fora do País trabalhando contra o próprio Brasil, a imagem da Câmara fica ainda mais abalada.”

Saiba mais em Estadão.

Foto: divulgação/bnc