Câmara, até que enfim, abre processo que pode cassar Eduardo Bolsonaro

Filho do ex-presidente é acusado de atuar em favor de sanções dos EUA para desestabilizar instituições brasileiras.

Aliado de Bolsonaro, relator vota por arquivar cassação de Eduardo Bolsonaro

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 23/09/2025 às 14:40 | Atualizado em: 23/09/2025 às 14:41

A Câmara dos Deputados, por meio do Conselho de Ética, abriu nesta terça-feira (23) um processo que pode levar à cassação do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por condutas consideradas incompatíveis com o exercício parlamentar. Relator será escolhido até sexta-feira (26)

Dessa forma, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é alvo de uma queixa apresentada pelo PT, que o acusa de atuar em defesa de sanções dos Estados Unidos contra autoridades e produtos brasileiros, com o objetivo de “desestabilizar instituições republicanas” do país.

Eleito por São Paulo, Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o início do ano e tem se reunido com lideranças americanas. Como informa o g1.

Com isso, integrantes do Conselho de Ética apontam que ele é visto como um dos incentivadores das sanções econômicas adotadas pelo governo norte-americano.

Assim, a abertura do processo marca apenas a primeira fase do procedimento interno. O presidente do Conselho de Ética, deputado Fabio Schiochet (União-SC), deverá escolher até esta sexta-feira (26) um relator entre três parlamentares sorteados: Duda Salabert (PDT-MG), Paulo Lemos (PSOL-AP) e Delegado Marcelo Freitas (União-MG).

Desse modo, pelas regras da Câmara, um processo desse tipo pode durar até 90 dias úteis, mas membros do Conselho avaliam que a análise poderá ocorrer em prazo menor. Desde agosto, Eduardo Bolsonaro também acumula faltas injustificadas e corre o risco de ser cassado por excesso de ausências.

Conforme a publicação, ao comentar a decisão, Schiochet afirmou que a abertura do processo cumpre a função constitucional do colegiado. “O papel do Conselho de Ética é receber toda e qualquer denúncia. Nós também não podemos prevaricar”, disse o parlamentar.

Portanto, a formalização do procedimento aumenta a pressão sobre o mandato de Eduardo Bolsonaro, que agora passará a ser investigado oficialmente pela Câmara.

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Foto: Bruno Spada/Agência Câmara