Anistia de Bolsonaro entra em velório após afronta ao Senado pela Câmara
Por tabela, o centrão bolsonarista perde sua principal moeda de chantagem a Lula: a isenção do IR
Publicado em: 26/09/2025 às 19:00 | Atualizado em: 26/09/2025 às 19:02
Em seu momento mais crítico no Congresso, a proposta de anistia, que avançou na Câmara, perdeu força no Senado diante da resistência do presidente Davi Alcolumbre (União-AP) e da mobilização do MDB, liderada por Renan Calheiros (AL), contrário à medida.
O impasse se agravou após o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) retomar uma versão própria do projeto, rompendo o acordo que previa a tramitação do texto construído pelo ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que mantinha Jair Bolsonaro fora do alcance da anistia. A decisão irritou Alcolumbre, que passou a frear a discussão.
Outro fator que enfraquece a proposta é a iminente votação da isenção do imposto de renda.
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Caso ocorra antes da anistia, o centrão perde seu principal instrumento de pressão contra o governo, reduzindo ainda mais a relevância política do tema.
Com a oposição de Alcolumbre, o posicionamento de Renan e a perda do trunfo do centrão, a avaliação predominante é de que a anistia perdeu fôlego e dificilmente reunirá maioria para avançar no Senado.
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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
