14 de novembro, o dia que marca rumo de Eduardo Bolsonaro para Papuda

Primeira Turma do STF não vai nem se dar ao trabalho de se reunir para tornar o deputado réu por coação no curso do processo.

Aliado de Bolsonaro, relator vota por arquivar cassação de Eduardo Bolsonaro

Publicado em: 03/11/2025 às 19:50 | Atualizado em: 03/11/2025 às 19:52

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou, para 14 de novembro, o início do julgamento que pode tornar Eduardo Bolsonaro (PL) réu.

Isso porque ele é acusado de atuar no exterior para constranger autoridades responsáveis pelo julgamento do pai, Jair Bolsonaro (PL).

A análise ocorrerá no plenário virtual, modelo em que os ministros apenas depositam os votos eletronicamente, sem necessidade de sessão presencial.

Nessa fase, a Primeira Turma decidirá se há motivos para abrir ação penal contra o parlamentar.

Vale destacar que a denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa Eduardo e Paulo Figueiredo de coação.

Segundo a PGR, o deputado buscou apoio junto ao governo Donald Trump e tentou pressionar o Judiciário brasileiro.

Além disso, ele pediu sanções contra ministros do STF e outras autoridades envolvidas no julgamento de Jair Bolsonaro.

Desde então, Eduardo vive nos Estados Unidos. Ele tirou licença do mandato em março, mas não retornou ao Brasil após o fim do período.

Nas redes sociais, afirma atuar “em defesa da liberdade do pai” e admite receber ajuda financeira de Jair Bolsonaro para se manter fora do país.

Diante disso, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou que a Defensoria Pública da União apresentasse a defesa prévia do deputado.

Isso ocorreu após Eduardo ignorar as intimações da Corte, o que levou à intervenção da Defensoria.

Por fim, se a denúncia for aceita, Eduardo Bolsonaro se tornará réu e enfrentará processo por coação no curso do processo.

Esse tipo penal já complicou outros aliados do bolsonarismo, o que pode agravar a situação do deputado.

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Foto: Bruno Spada/Agência Câmara