Vizinha é apontada como mandante do assassinato de professor da Ufam

Disputa entre bares na AM-010 teria motivado o crime; quatro pessoas foram presas e a suspeita está foragida

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 05/03/2026 às 15:12 | Atualizado em: 05/03/2026 às 15:12

A Polícia Civil do Amazonas apontou que a morte do professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Davi Said Aidar, de 62 anos, foi motivada por uma disputa comercial entre bares em um ramal da AM-010, em Manaus.

A principal suspeita de mandar matar o docente é a vizinha Juliana da Rocha Pacheco, de 42 anos, que segue foragida.

Segundo a investigação da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), o conflito começou depois que o professor abriu um bar próximo ao estabelecimento da suspeita, o que teria reduzido o movimento do comércio dela.

“Após ele abrir esse bar, o movimento do bar da Juliana reduziu drasticamente. A partir desse momento gerou uma insatisfação e iniciou-se uma rixa entre os dois”, afirmou o delegado Adanor Porto.

De acordo com a polícia, Juliana procurou o sobrinho, Lucas Santos de Freitas, o “Lucão”, para organizar o crime. Ele teria recrutado outros três homens e dividido as funções na execução.

“Ela resolveu ceifar a vida desse professor procurando seu sobrinho para que organizasse toda essa empreitada criminosa”, disse o delegado.

Imagens de câmeras de segurança mostram os executores chegando ao local em uma motocicleta. O atirador, identificado como Antonio Carlos Pinheiro Meireles, o “TK”, efetuou 14 disparos, dos quais sete atingiram o professor.

Até o momento, quatro suspeitos foram presos, incluindo o atirador e o sobrinho da investigada. Segundo a polícia, os detidos confessaram participação no crime.

Eles devem responder por homicídio qualificado e associação criminosa, enquanto a polícia continua as buscas pela suspeita.

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Foto: Davi Said Aidar/Facebook/reprodução