Tecnologia privada localiza lancha no fundo do Encontro das Águas
Empresa diz ter identificado objeto com sonar que pode ser a lancha naufragada com moradores de Nova Olinda
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 20/02/2026 às 10:29 | Atualizado em: 20/02/2026 às 10:29
A operação de busca pela lancha a jato Lima de Abreu XV, que naufragou na última sexta-feira (13 de fevereiro) no Encontro das Águas, em Manaus, ganhou um novo desdobramento técnico.
Enquanto o Corpo de Bombeiros mobiliza 69 militares, 20 mergulhadores especializados e um helicóptero, uma empresa de navegação utilizou equipamentos de varredura próprios e conseguiu localizar estrutura que pode ser a da lancha no leito do rio.
O uso de tecnologia de sonar de alta precisão permitiu o mapeamento exato no ponto onde a Lima de Abreu afundou.
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Dias passam, angústia aumenta
A localização por iniciativa privada expõe a angústia de parentes e amigos que, movidos pela dor, buscam respostas por conta própria.
O esforço dessas famílias e de empresas colaboradoras não pode ser desprezado, uma vez que a agilidade na identificação do alvo contrasta com o tempo de resposta das operações oficiais, em que pese o esforço diário.
Pressão pelo içamento e riscos na área
A possível localização da lancha intensifica a cobrança sobre as autoridades para o içamento imediato da estrutura.
Para os familiares, a manutenção da embarcação no fundo do rio impede que as respostas esperadas emerjam, prolongando um ciclo de incertezas.
A crítica central reside na logística: se o alvo já foi identificado, o içamento passa a ser a única via para encerrar a busca por entes queridos.
O comandante-geral do Corpo de Bombeiros ressaltou que a região possui ondas imprevisíveis e correntes perigosas, alertando para os riscos de navegação de civis na área.
Entretanto, a confirmação visual via radar realizada pela empresa parceira coloca o resgate técnico em uma nova fase de pressão social e operacional.
Foto: divulgação
