Sargento PM que tentou matar sua mulher e cunhada é procurado no Amazonas
Mulher do sargento Edney Souza e sua irmã estão internadas, passando por cirurgias.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 02/09/2025 às 10:58 | Atualizado em: 02/09/2025 às 10:58
O sargento da Polícia Militar do Amazonas Edney Cândido Souza segue foragido nesta manhã do dia 2 de setembro após ser acusado de atirar contra a própria esposa, Márcia Fernanda, de 36 anos, e contra a cunhada, de 47 anos, durante uma confraternização familiar no bairro Cidade Nova, zona norte de Manaus, na madrugada de domingo (31 de agosto).
Segundo testemunhas, o crime teria sido motivado por não aceitação do fim do relacionamento, ocorrido há cerca de um mês.
Imagens feitas no local mostram a mulher tentando se proteger atrás de um carro, enquanto o militar a persegue efetuando disparos. Ainda não foi confirmado que ela teria sido atingida por três tiros.
Ao menos um dos tiros também atingiu a cunhada, que tentava intervir. O sargento ainda disparou em direção à varanda da casa e tentou invadir o imóvel, mas foi impedido.
Quando tentava fugir, Edney foi abordado por pessoas que se identificaram como policiais, mas não obedeceu e, após troca de tiros, escapou de motocicleta.
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Situação das vítimas
Nesta terça-feira, tanto a mulher quanto a cunhada do policial permanecem internadas em hospitais de Manaus, passando por cirurgias para retirada de projéteis e tratamento dos ferimentos.
Segundo familiares, o estado de saúde das duas é estável, mas o quadro exige cuidados intensivos.


O que diz a Polícia Militar
O comando da Polícia Militar do Amazonas divulgou nota repudiando o ato e afirmando que ele não condiz com os valores da corporação.
A corporação informou que colabora com a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes contra a Mulher, para localizar o militar.
Paralelamente, um procedimento administrativo foi aberto na Diretoria de Justiça e Disciplina da PM para apurar o caso.
O sargento poderá responder por tentativa de feminicídio, crime previsto no Código Penal com pena de 12 a 30 anos de prisão, com agravantes pelo uso de arma de fogo e pela relação conjugal com a vítima.
Fotos: cedidas por leitor do site
