Rio Madeira: Ibama destrói dragas de garimpeiros e mira madeira ilegal
Ações no Amazonas atingem garimpo de ouro no rio Madeira e exploração madeireira em terras indígenas Tenharim Marmelos e Diahui
Publicado em: 23/02/2026 às 20:10 | Atualizado em: 23/02/2026 às 20:23
O Ibama realizou neste sábado (21 de fevereiro) duas operações simultâneas no Amazonas com foco no combate ao garimpo ilegal de ouro no rio Madeira e à extração irregular de madeira em terras indígenas.
No rio Madeira, seis dragas usadas na atividade garimpeira foram destruídas. Segundo o órgão ambiental, os equipamentos estavam abandonados e foram inutilizados conforme a legislação, diante da impossibilidade de remoção.
A ação contou com apoio logístico e militar da Marinha do Brasil, além do uso de aeronaves para localização das estruturas ao longo do curso do rio.
O garimpo ilegal no Madeira é apontado por autoridades ambientais como uma das principais fontes de contaminação por mercúrio na região, além de provocar assoreamento e impactos diretos na pesca e no abastecimento de comunidades ribeirinhas.
A operação integra a ofensiva federal contra a retomada de frentes de exploração clandestina no sul do Amazonas, área historicamente pressionada por ciclos de ouro.
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Em paralelo, no âmbito da operação Xapiri Tenharim Marmelos, o Ibama atuou em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas em ações nas terras indígenas Tenharim Marmelos e Diahui.
Dois caminhões carregados com toras foram inutilizados no interior das áreas protegidas, e a madeira apreendida foi destruída no local. Um terceiro veículo foi abordado, mas lideranças indígenas impediram a destruição imediata para evitar confronto.
O Ibama informou que fará a responsabilização posterior dos envolvidos, com base na Lei de Crimes Ambientais e no decreto que regula sanções administrativas.
As ações ocorreram em territórios oficialmente demarcados, onde a exploração madeireira sem autorização configura crime ambiental e violação de direitos indígenas.
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Pressão madeireira em terras indígenas
• Terras Tenharim Marmelos e Diahui ficam no sul do Amazonas
• Extração ilegal abastece cadeias clandestinas de madeira
• Caminhões e toras foram destruídos no local
• Autuações incluem obstrução à fiscalização federal
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O superintendente do Ibama no Amazonas, Joel Araújo, afirmou que as operações reforçam a presença do Estado em áreas sensíveis e que novas ações estão previstas para conter a expansão de ilícitos ambientais na região.
As operações evidenciam que, apesar das ofensivas periódicas, o rio Madeira e terras indígenas no Amazonas continuam sob forte pressão de atividades ilegais que combinam alto impacto ambiental e disputa econômica.

Fotos: divulgação
