Ibama diz que análise da foz do rio Amazonas é técnica

O presidente do Ibama projetou também eventual pedido para a perfuração dos poços de petróleo na região.

Gabriel Ferreira, enviado do BNC Amazonas à COP-30 em

Publicado em: 19/11/2025 às 14:45 | Atualizado em: 19/11/2025 às 14:45

O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, disse ao BNC Amazonas que o processo de licenciamento ambiental para exploração de petróleo na foz do rio Amazonas segue de forma técnica, “independente de eventuais pressões” políticas.

“Todo e qualquer empreendimento emblemático no país, pode ser uma ponte, uma estrada, pode ser uma atividade de petróleo, obviamente que a sociedade cobra uma resposta rápida dos órgãos de licenciamento. Mas, os órgãos de licenciamento são técnicos. Os servidores são concursados e por isso fazem uma análise exclusivamente técnica, a análise ela é e vai continuar sendo técnica”, disse.

Sobre a decisão do órgão de autorizar a fase de pesquisas que gerou forte reação da sociedade civil e ação do Ministério Público Federal na Justiça, o presidente do Ibama disse haver rigor do instituto no processo e garantiu o cumprimento de todas as condicionantes impostas aos interessados pela exploração dos 19 blocos.

“O Ibama está sendo muito rigoroso em qualquer licenciamento de óleo e gás. Nesse caso não foi diferente. É um processo que durou 11 anos em análise do Ibama, e todos os pedidos que foram feitos ao Ibama, as condicionantes que foram colocadas foram aceitas pelo empreendedor e por isso receberam agora a licença de pesquisa”.

Agostinho projetou também eventual pedido para a perfuração dos poços de petróleo na região.

“Numa eventual produção futura, um novo processo de licenciamento deverá ser iniciado no Ibama. O Ibama está sendo muito rigoroso, é uma análise técnica para garantir a segurança numa eventual atividade nessa região”, afirmou.

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Foto: Ibama