Dez toneladas e 160 pirarucus manejados na primeira pesca de Maraã
A comunidade Nova Jerusalém do Acará, na reserva Amanã, teve apoio do Idam na realização inédita
Publicado em: 03/11/2025 às 11:50 | Atualizado em: 03/11/2025 às 11:52
Com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), pescadores realizaram em seis dias, até 31 de outubro, a primeira pesca manejada na comunidade Nova Jerusalém do Acará, localizada na reserva de desenvolvimento sustentável Amanã, em Maraã (a 634 quilômetros de Manaus).
A comunidade, que recebeu a autorização de pesca em setembro deste ano, teve um faturamento bruto de R$ 57 mil com a pesca de 160 peixes, que representou quase 10 toneladas (9,5).
A atividade foi acompanhada pela engenheira de pesca Maria José Mendonça e pelo técnico agropecuário Eliakim Amorim.
Conforme Maria, a cota experimental estabelecida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) foi de 160 pirarucus.
“Tivemos a participação de 48 pescadoras e pescadores da comunidade, chegando a totalizar mais de 9,5 toneladas de pescado e alcançando a cota estabelecida na autorização de pesca”.
De acordo com as condicionantes da autorização de pesca emitida pelo Ibama, os peixes capturados deverão ser transportados da unidade de manejo lacrados e acompanhados das planilhas de monitoramento biométrico, preenchidas conforme o modelo próprio, e da autorização de captura.

Trabalhos com a comunidade
A pesca manejada do pirarucu na comunidade Nova Jerusalém do Acará é um projeto de longa data.
Ainda em setembro, na ocasião da entrega da autorização de pesca, o Idam, em conjunto com a Secretaria do Estado do Meio Ambiente (Sema), ofereceu o curso “Monitoramento e boas práticas de manipulação do pescado”, abordando temas como o monitoramento da pesca manejada, fichas de monitoramento e utilização destes dados, pesca alternativa e noções de higiene durante manipulação do pescado.
Durante o curso foi realizada a prática de pré-beneficiamento do pirarucu (lavagem, sangria, evisceração e pesagem). Também foram coletadas informações de tamanho, sexo e estádio gonadal e demonstração de inserção do lacre no pirarucu. Todas as informações foram inseridas na ficha de monitoramento, realizada por um monitor que estava sendo treinado.
Fotos: Secom
