Comandante de lancha foragido, buscas entram em fase crítica

Justiça decreta prisão de comandante foragido após tragédia no Encontro das Águas.

Resgate de lancha no Encontro das Águas em Manaus mobiliza Bombeiros

Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 18/02/2026 às 11:34 | Atualizado em: 18/02/2026 às 11:34

O sexto dia de operações no Encontro das Águas é marcado pela ampliação de sensação de injustiça nas famílias dos mortos e desaparecidos na tragédia. O comandante da lancha Lima de Abreu XV, José Pedro da Silva Gama, é considerado foragido.

Após ter sido preso em flagrante e solto mediante pagamento de fiança, Gama teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Amazonas, mas não foi localizado até a manhã desta quarta-feira de cinzas (18 de fevereiro).

A decisão ocorre em meio ao indiciamento por homicídio culposo e às graves denúncias de negligência na condução da embarcação.

No leito do rio, o cenário é de incerteza. O Corpo de Bombeiros mantém a busca por cinco nomes oficiais da lista de Nova Olinda do Norte:

* Ana Carla Izel

* Apoliana Oliveira

* Patrícia Barroso da Silva

* Renato Alan Melo Basto

* Romualdo Marcião de Almeida

Os desaparecimentos expuseram a precariedade do controle de passageiros.

O medo do esquecimento

Para as famílias, o maior temor agora é o silêncio das autoridades.

Manifestações de familiares colhidas pelo BNC Amazonas revelam a angústia de que, com o fim do carnaval, o interesse da mídia arrefeça e as buscas sejam encerradas sem que a lancha seja retirada do fundo do rio.

 A embarcação, localizada a 50 metros de profundidade, permanece como um túmulo submerso, e a falta de movimentação para o seu içamento é vista pelas famílias como uma omissão do Estado.

A tragédia que levou Fernando Grandêz (39 anos), Samyla de Souza (3) e Lara Bianca (22) e outras vítimas não pode ser enterrada pela correnteza do rio Amazonas e nem pela burocracia judicial.

As famílias exigem que a lancha seja trazida à superfície e que o comandante responda pelos seus atos perante a lei.

Sem a embarcação, a perícia sobre falhas fica comprometida.

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Além disso, o içamento traz a possibilidade de resgate de corpos de vítimas. Há sim chance de corpos estarem presos em algum compartimento.

Foto: Reprodução