Amazônia: conheça o angelim-vermelho, árvore mais alta da América do Sul
Espécie nativa da Amazônia pode ultrapassar 88 metros de altura e também fornece madeira usada na construção civil.
Publicado em: 28/07/2026 às 08:30 | Atualizado em: 28/07/2026 às 08:36
O angelim-vermelho (Dinizia excelsa) abriga o maior exemplar de árvore já registrado na Amazônia e em toda a América do Sul. Com 88,5 metros de altura, o gigante encontrado na Floresta Estadual do Paru, no oeste do Pará, equivale a um prédio de cerca de 30 andares e figura entre as árvores mais altas do planeta.
Apesar do tamanho impressionante, a espécie também faz parte do dia a dia de muitos brasileiros. Isso porque sua madeira é amplamente utilizada na construção civil, desde que proveniente de áreas autorizadas para manejo florestal. Vigas, telhados, pisos, escadas, portas, revestimentos e até obras de infraestrutura podem ser produzidos com o angelim-vermelho.
Encontrada principalmente nos estados do Pará, Amapá, Amazonas e Roraima, a árvore pode viver entre 400 e 600 anos. Em condições favoráveis, costuma ultrapassar 60 metros de altura, mas alguns exemplares, como o do Pará, chegam perto dos 90 metros. Pesquisadores estimam que esse gigante começou a crescer entre os séculos XV e XVII.
A madeira da espécie ganhou espaço no mercado pela elevada resistência mecânica e pela longa durabilidade. Além disso, apresenta boa resistência ao ataque de cupins, fungos e outros organismos, características que favorecem seu uso em estruturas submetidas a grandes esforços e em ambientes externos.
Por outro lado, a alta densidade da madeira também impõe desafios. O material exige ferramentas apropriadas para o corte e provoca maior desgaste em serras e brocas durante o beneficiamento. Outro traço conhecido é o odor característico liberado quando a madeira é recém-cortada.
Importância ecológica e conservação
Além da importância econômica, o angelim-vermelho exerce papel fundamental para o equilíbrio da floresta amazônica. Árvores dessa espécie armazenam grandes quantidades de carbono, ajudam na regulação do clima e servem de abrigo para diversas espécies da fauna.
A relevância do maior exemplar conhecido também motivou ações de conservação. Em 2024, o Governo do Pará criou o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia, com cerca de 560 mil hectares, para proteger a região onde vivem árvores que ultrapassam 70 metros de altura.
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Foto: reprodução/Museu da Amazônia
