Empresa amplia projetos de restauração na Amazônia

Companhia de restauração florestal investe em projetos na Amazônia e planeja crescer com concessões públicas e mercado de carbono.

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Publicado em: 11/10/2025 às 09:15 | Atualizado em: 11/10/2025 às 09:15

A empresa brasileira de restauração florestal está expandindo suas operações na Amazônia, onde conduz projetos de reflorestamento e compensação de carbono que somam parte dos 37 mil hectares de áreas sob sua gestão no país. A companhia, que atua também na Mata Atlântica, aposta em concessões de terras públicas no Norte como próximo passo de crescimento — e já se prepara para participar de novas chamadas nos estados do Pará e Rondônia.

Segundo o fundador da empresa, a restauração começa com uma análise geoespacial das áreas mais estratégicas para regeneração ambiental. “Depois, vamos a campo para tomar posse delas. Boa parte do que temos foi adquirida, mas já começamos a atuar por meio de arrendamento”, explica. Cerca de 80% das terras são próprias, e o restante é arrendado de pecuaristas que veem no modelo uma forma mais lucrativa e sustentável de uso da terra.

Modelo de arrendamento e créditos de carbono

A companhia propõe aos produtores o arrendamento de áreas de baixa produtividade. “Pagamos mais do que eles ganham com o gado e ainda permitimos que concentrem a pecuária em áreas menores e mais produtivas”, afirma o empresário. A restauração dessas terras é financiada pela venda de créditos de carbono. Dois contratos de destaque são com a Microsoft, que prevê o reflorestamento de 35 mil hectares — o equivalente a quase quatro vezes o tamanho de Paris.

Lucro e expansão

A empresa opera com fins lucrativos e já apresenta retorno competitivo em relação à pecuária extensiva e ao cultivo de eucalipto. Além das áreas privadas, busca avançar em concessões públicas para reflorestamento em terras degradadas, compartilhando os lucros com o poder público.

O executivo destaca ainda que o novo fundo para florestas tropicais, que será lançado pelo governo brasileiro durante a COP30, em Belém, deve impulsionar o setor. “Estou animado. A COP30 está atraindo atenção global e ampliando o interesse de empresas, fundos e bancos em investir em restauração florestal na Amazônia”, conclui.

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