Planalto manda espionar fidelidade de aliados nas redes sociais
Publicado em: 03/07/2017 às 17:36 | Atualizado em: 03/07/2017 às 17:36
A Casa Civil e a Secretaria de Governo vão repetir a estratégia de monitorar os parlamentares da base aliada nas redes sociais, adotada durante a tramitação da reforma trabalhista.
Querem, assim, saber o que andam dizendo os deputados nas redes sociais sobre a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Michel Temer que tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
O governo acha que os parlamentares dizem uma coisa aos líderes e outra a seus eleitores – e a última é a que vale.
A qualquer sinal de infidelidade, o deputado será chamado para conversar.
Vão lhe perguntar sobre como o Planalto deve agir para ele mudar de ideia.
A Procuradoria-Geral da República fará três denúncias contra o presidente Michel Temer com base nas delações da JBS.
A primeira será por corrupção passiva. A segunda será por obstrução da Justiça e a terceira será por organização criminosa.
Câmara
Com apenas 19 dos 513 deputados federais presentes na Câmara (foto) no início da tarde desta segunda-feira (3), a sessão plenária da Casa não chegou a ser aberta, uma vez que para o início dos trabalhos são necessários ao menos 51 parlamentares.
Com isso, ainda não começou a contar o prazo das 10 sessões da Câmara que o presidente Michel Temer tem para apresentar sua defesa na Comissão de Constituição e de Justiça (CCJ).
Mesmo ainda não tendo sido realizada nenhuma sessão desde que a denúncia chegou à Câmara, na última quinta-feira (29), o presidente pode apresentar sua defesa a qualquer momento.
Fonte: Época e Notícias Câmara
Foto: Agência Câmara
