O Cão Presidencial

Publicado em: 15/01/2009 às 00:00 | Atualizado em: 15/01/2009 às 00:00

Massilon de Medeiros Cursino*

Em meio à crise mundial, da quebradeira e da recessão, os títulos imobiliários e os clientes “subprime” são os bodes expiatórios. Os sacrificados são os trabalhadores que voltam para casa e têm que se adaptar a uma realidade dura, de desempregado.

O governo anuncia medidas de intervenção na economia e não espera mais que a “mão invisível” ajuste o mercado. Em muito, a crise se parece com a grande depressão econômica de 1929, até mesmo na sua origem, justamente no país que se declara como o mais desenvolvido e estável do planeta.

Enquanto a crise, igualmente a uma pandemia, avança para o resto do mundo, os americanos estadusunidenses encontram outra preocupação: qual será o novo cão presidencial?

O novo presidente escolhido depois de uma longa campanha que inicia antes até mesmo que as prévias, já está se acomodando no quarto presidencial e atendendo na ante sala do salão oval. Resta saber agora quem vai ocupar o canil da Casa Branca.

As bolsas de apostas estão divididas entre um cão “labradoodle”, resultante do cruzamento de um labrador co um poodle, e um cão de água português. Os especialistas explicam aos apostadores e curiosos as qualidades de cada raça do animal. O labradoodle é tranqüilo e sem agressividade, enquanto o cão de água português é companheiro de crianças e de idosos.

O próprio Barack Obama manifestou a dificuldade em definir o cão presidencial, afirmando que a escolha é mais difícil que encontrar um Secretário do Comércio.

Os Estados Unidos vivem o dilema da escolha do cão presidencial ao mesmo tempo em que Israel continua avançar em sua ofensiva na faixa de Gaza, o Iraque e o Afeganistão mantêm-se ocupados e o mundo está estado de tensão e insegurança.

É preciso ter a tranqüilidade de um labradoodle e o companheirismo de um cão de água português para assistir a tudo impassivo! Como não sou cão…

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