Movimento ocupa terreno da Casa da Mulher Brasileira em Manaus
Entidade de professores da Ufam cobra a retomada da construção de espaço destinado ao acolhimento de vítimas de violência
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 23/07/2026 às 14:15 | Atualizado em: 23/07/2026 às 14:15
Na madrugada de 18 de julho, o Movimento de Mulheres Olga Benário realizou a ocupação de um terreno na zona sul de Manaus destinado à construção da Casa da Mulher Brasileira. O objetivo do ato é denunciar a paralisação das obras, iniciadas em maio de 2024.
A Adua (Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas) manifestou apoio à primeira ocupação de mulheres da cidade, denominada “Dora Priante” e organizada pela Rede de Acolhimento Manuella Otto.
Com investimento do governo federal de quase R$ 13 milhões, o espaço deveria ter sido construído para acolher mulheres vítimas de violência doméstica.
A unidade seria a primeira do Amazonas. No Brasil, há instalações do projeto em São Paulo (SP), Brasília (DF), Salvador (BA), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), São Luís (MA) e Boa Vista (RR).
De janeiro a maio deste ano, nove mulheres foram vítimas de feminicídio no Amazonas, e 8 mil pedidos de medidas protetivas foram registrados no estado, conforme dados da Polícia Civil e do Instituto Médico-Legal (IML) e divulgados pela Adua.
O Fórum Brasileiro de Segurança Pública contabilizou 1.568 feminicídios no país em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao período anterior.
Nesta quinta-feira (23 de julho), a Adua/seção sindical do Andes, publicou uma nota de apoio e solidariedade à ocupação, afirmando que “toda forma de violência deve ser repudiada”.
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Confira a nota na íntegra.
Foto: divulgação/Adua
