TJ-AM e governo superam crise após ruído dos convites do boi de Parintins

Fonte da alta cúpula do Judiciário afirma que governador não tinha conhecimento de convites para camarote "inadequado"

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 12/06/2026 às 14:43 | Atualizado em: 12/06/2026 às 14:43

A crise aberta entre o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) e o Governo do Estado, após a devolução de 30 convites destinados ao festival dos bois de Parintins, foi superada nos bastidores.

De acordo com uma fonte da alta cúpula do Judiciário ouvida pelo BNC Amazonas, o episódio decorreu de um mal-entendido e já foi esclarecido entre as partes.

Segundo a fonte, o governador Roberto Cidade não tinha conhecimento do conteúdo do ofício encaminhado ao tribunal com a oferta das credenciais destinadas aos integrantes do poder Judiciário.

O desconforto surgiu porque os convites colocariam magistrados e desembargadores em um espaço considerado inadequado para a representação institucional do tribunal durante o festival.

“O governador não tinha conhecimento daquele ofício que oferecia as credenciais em um camarote considerado inadequado”, relatou a fonte.

A informação ajuda a explicar a rápida distensão entre os dois poderes, depois da repercussão provocada pela devolução dos convites.

Inicialmente, o gesto do TJ-AM foi interpretado no meio político como um agravamento das divergências entre Executivo e Judiciário.

Nos bastidores, havia também a avaliação de que o protocolo adotado pelo governo para formalizar o convite não teria observado a relação entre chefes de poderes.

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Ruído na comunicação

Agora, porém, o entendimento é de que o episódio foi resultado de uma falha de comunicação e não de uma decisão política do governador.

Com o esclarecimento do caso, o mal-estar foi dissipado e a relação institucional voltou à normalidade, encerrando uma crise que ameaçava ganhar maiores proporções às vésperas do festival de Parintins.

Foto: divulgação/ALE-AM