Concurso transforma memória de Bruno e Dom em defesa da Amazônia
Premiação destaca jovens que associam direitos humanos, proteção ambiental e valorização dos povos amazônicos.
Aguinaldo Rodrigues, especial para o BNC Amazonas
Publicado em: 12/06/2026 às 11:45 | Atualizado em: 12/06/2026 às 11:45
A memória do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips voltou ao centro do debate sobre a proteção da Amazônia com a divulgação dos vencedores do Concurso Bruno Pereira e Dom Phillips.
A iniciativa do governo federal reforça o legado dos dois defensores da floresta como símbolos da luta pelos direitos humanos, pela proteção dos povos indígenas e pelo enfrentamento das redes criminosas que atuam na região amazônica.
Mais do que uma homenagem, o concurso buscou estimular reflexões sobre os desafios enfrentados por quem vive e protege a Amazônia.
Bruno e Dom foram assassinados no Vale do Javari, no Amazonas, em um contexto marcado por conflitos envolvendo fiscalização ambiental, defesa territorial e combate a atividades ilegais na floresta, transformando seus nomes em referências internacionais da causa amazônica.
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Temas premiados
Entre os trabalhos reconhecidos, destacaram-se propostas e produções voltadas para:
- Defesa dos direitos dos povos indígenas;
- Proteção dos defensores de direitos humanos na Amazônia;
- Combate ao garimpo, à pesca e à exploração ilegal de recursos naturais;
- Preservação ambiental e conservação da biodiversidade;
- Valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos da floresta;
- Fortalecimento da cidadania e da participação social na região amazônica;
- Promoção da memória e do legado de Bruno Pereira e Dom Phillips;
- Enfrentamento da violência contra comunidades tradicionais e lideranças locais.
Os trabalhos vencedores reforçam uma mensagem comum: a proteção da Amazônia está diretamente ligada à garantia dos direitos de seus habitantes.
A premiação também evidencia que a preservação da floresta depende do fortalecimento das instituições públicas, da segurança de pesquisadores, jornalistas, indígenas e ribeirinhos, além do combate permanente às organizações criminosas que avançam sobre os territórios amazônicos.
Ao transformar a trajetória de Bruno Pereira e Dom Phillips em referência para novas gerações, o concurso consolida os dois como símbolos da defesa da Amazônia e da necessidade de proteger aqueles que atuam na linha de frente da preservação ambiental e dos direitos humanos.
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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
