Alcolumbre recebeu propina de US$ 30 milhões, diz Vorcaro em delação rejeitada
A afirmação é da revista Veja, em publicação desta quinta-feira.
Publicado em: 12/06/2026 às 08:28 | Atualizado em: 12/06/2026 às 08:31
Uma proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco Master, atribui ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), o recebimento de US$ 30 milhões em propina. A informação foi publicada pela revista Veja nesta quinta-feira (11).
Segundo a publicação, Vorcaro afirma que o valor, equivalente a cerca de R$ 155 milhões, teria sido depositado em uma conta no exterior em troca de apoio a interesses da instituição financeira. O ex-banqueiro sustenta que a operação teria contado com a intermediação de Augusto Lima, ex-sócio do grupo.
As acusações integram uma nova tentativa de acordo de colaboração premiada apresentada às autoridades. A proposta, porém, foi rejeitada pela Polícia Federal, que avaliou não haver informações inéditas ou elementos capazes de impulsionar as investigações.
A reportagem também cita o ministro da Casa Civil, Rui Costa, ao abordar a atuação do Banco Master na Bahia. De acordo com o relato atribuído a Vorcaro, medidas adotadas pelo governo estadual teriam fortalecido a posição da instituição no mercado de crédito consignado para servidores públicos. O ministro nega qualquer irregularidade.
Além de políticos, a proposta menciona integrantes do Judiciário que, segundo Vorcaro, teriam recebido pagamentos milionários ou atuado em favor dos interesses do banco. Um dos episódios envolve um suposto repasse de R$ 15 milhões realizado por Fabiano Zettel, apontado pelas investigações como operador financeiro do grupo.
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Foto: Andressa Anhelote/Agência Senado
