Os 22 deputados de Bolsonaro que queriam jornada de 6 dias ao trabalhador
Toda a bancada do PL de Santa Catarina, metade dos votos, tentou manter a escala 6x1.
Publicado em: 28/05/2026 às 08:37 | Atualizado em: 28/05/2026 às 08:53
A Câmara dos Deputados aprovou a PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz gradualmente a jornada semanal para 40 horas. Mesmo assim, 22 parlamentares votaram contra a proposta, sendo metade deles do Partido Liberal, legenda ligada ao ex-presidente Bolsonaro.
O maior foco de resistência veio de Santa Catarina, que concentrou nove votos contrários. Toda a bancada catarinense do PL rejeitou a proposta.
Os deputados que votaram contra a PEC foram:
- Adriana Ventura (Novo-SP)
- Bibo Nunes (PL-RS)
- Carlos Chiodini (MDB-SC)
- Caroline de Toni (PL-SC)
- Daniel Freitas (PL-SC)
- Daniela Reinehr (PL-SC)
- Fabio Schiochet (União-SC)
- Fausto Pinato (União-SP)
- Gilson Marques (Novo-SC)
- Julia Zanatta (PL-SC)
- Kim Kataguiri (União-SP)
- Lucas Redecker (PSD-RS)
- Marcel van Hattem (Novo-RS)
- Mauricio Marcon (PL-RS)
- Nicoletti (PL-RR)
- Paulo Marinho Jr. (PL-MA)
- Pezenti (MDB-SC)
- Ricardo Guidi (PL-SC)
- Ricardo Salles (Novo-SP)
- Rosangela Moro (PL-SP)
- Sérgio Turra (PP-RS)
- Zé Trovão (PL-SC)
Na véspera da votação, Bibo Nunes chegou a defender jornadas de até 60 horas semanais e citou o bilionário Elon Musk para atacar a redução da carga horária.
Já Kim Kataguiri classificou a proposta como “populista” e afirmou que ela não acabaria, na prática, com a rotina de seis dias trabalhados.
O texto aprovado prevê dois dias de descanso remunerado por semana e manutenção salarial durante a redução gradual da jornada. Agora, a PEC segue para análise do Senado Federal.
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Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
