Caso ‘Orelha’ é arquivado após Ministério Público descartar agressão

Justiça de Santa Catarina atendeu pedido do MP após laudos e revisão do inquérito afastarem envolvimento dos adolescentes na morte do cão

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 16/05/2026 às 08:08 | Atualizado em: 16/05/2026 às 08:11

A Justiça de Santa Catarina arquivou, nesta sexta-feira (15 de maio), a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. A decisão atende pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC), que concluiu não haver provas contra os adolescentes investigados.

Segundo o Ministério Público, laudos apontaram que o animal morreu em decorrência de uma infecção crônica, e não por maus-tratos.

A promotoria revisou quase dois mil arquivos digitais e identificou inconsistências no inquérito da Polícia Civil. De acordo com o MP-SC, os relógios das câmeras de monitoramento estavam dessincronizados em cerca de 30 minutos.

“A análise minuciosa das câmeras de vigilância confirmou o que já havia sido identificado pela Polícia Científica: houve descompasso temporal nas imagens”, informou o órgão.

Com a correção do horário, o Ministério Público concluiu que os adolescentes e o cão não estiveram juntos no momento da suposta agressão.

O MP-SC também solicitou à Corregedoria da Polícia Civil apuração sobre possíveis irregularidades na condução do inquérito, incluindo a “fixação precoce e equivocada de autoria”.

Além disso, o órgão ingressou com ação de improbidade administrativa contra o ex-delegado-geral Ulisses Gabriel por sua atuação no caso.

O arquivamento encerra a investigação criminal contra os adolescentes.

Saiba mais em BBC.

Foto: reprodução