Vereadores bolsonaristas criticam prisão de policiais no Compaj

Oriundos da PM, Rosses e Carpê temem que outros presos matem os policiais militares

Joana Queiroz, especial para o BNC Amazonas

Publicado em: 12/05/2026 às 14:26 | Atualizado em: 12/05/2026 às 14:26

Após longas horas de negociações neste dia 12 de maio, policiais militares aceitaram a transferência para a nova unidade prisional no Compaj, o presídio estadual na BR-174.

A saída foi tumultuada, com familiares protestando e se jogando à frente dos ônibus que levava os presos.

Por volta do meio-dia, três ônibus deixaram a unidade do Monte das Oliveiras, sob forte esquema de segurança, em direção ao Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj) no km 8 da rodovia federal.

Os policiais militares vão ficar presos na antiga Cadeia Pública Feminina de Manaus e terão que obedecer às regras da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), como os demais presos do sistema.

A nova cadeia fica ao lado da unidade de presos condenados, que já foi palco das rebeliões mais sangrentas do sistema penitenciário do Amazonas, como o “massacre do Compaj”, separadas apenas por muros altos.

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Bancada da bala critica

Além dos protestos de familiares, na Câmara Municipal de Manaus, vereadores bolsonaristas da chamada “bancada da bala” criticaram a transferência de policiais presos.

Francisco Carpegiane Andrade, chamado de capitão Carpê (PL) por ser oriundo da Polícia Militar do Amazonas, criticou as condições da nova unidade prisional e disse temer pela segurança dos colegas de farda.

“Quem garante que em uma rebelião os outros criminosos não pulam ali o muro e matem aquelas pessoas que estão ali?”. 

De acordo com o vereador Ubirajara Rosses, coronel da PM do Amazonas, que recentemente protagonizou invasão de unidade da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) para agredir professor e alunos, disse que entre os policiais presos há quem apenas deve pensão alimentícia dos filhos e outros crimes que avalia como leves. 

Dessa forma, o vereador afirmou que eles não deveriam ser levados para um local de presos comuns.

Fotos: divulgação