Enquanto oficial da PM, vereador da agressão à Ufam vendia armas e munições

A denúncia é do site Cenarium, baseado em documentos de órgão de controle sobre a empresa

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 11/05/2026 às 09:19 | Atualizado em: 11/05/2026 às 09:19

O vereador de Manaus Ubirajara Rosses (PL) operou uma empresa de armamentos por 565 dias enquanto ainda era tenente-coronel da ativa da Polícia Militar do Amazonas (PM-AM), segundo denúncia publicada pelo site Cenarium.

A empresa Skull21 foi aberta em junho de 2019. Rosses só passou para a reserva remunerada em janeiro de 2021, por decreto do então governador Wilson Lima.

O caso levanta questionamentos sobre possível descumprimento do Estatuto dos Militares, que proíbe oficiais da ativa de administrar empresas privadas.

Venda de armas

Segundo a denúncia, em fevereiro de 2020, a Skull21 foi homologada pelo Fundo de Assistência Social da Polícia Militar do Pará para fornecer armas, munições e fardamentos.

A empresa também aparece em processo no Tribunal de Contas da União (TCU) relacionado à compra internacional de carabinas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Repercussão

A denúncia ganhou repercussão após Rosses se envolver em um tumulto na Universidade Federal do Amazonas durante discussão com o professor Luiz Antônio Nascimento.

Ao Supremo Tribunal Federal (STF), o vereador alegou que estava na condição de militar “agregado” desde 2017. O entendimento da Corte, porém, foi de que a condição não afasta obrigações disciplinares previstas na legislação militar.

Saiba mais em Cenarium.

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Foto: reprodução