BR-319 em 10 argumentos contra asfalto rasgando a Amazônia
Ambientalistas fazem alerta sobre os prejuízos para o meio ambiente. Confira!
Publicado em: 07/05/2026 às 08:49 | Atualizado em: 07/05/2026 às 09:00
A tentativa de acelerar a pavimentação da BR-319 voltou a incendiar o debate ambiental na Amazônia. Enquanto políticos defendem a obra como símbolo de integração do Amazonas ao restante do país, especialistas alertam para um possível efeito devastador sobre a floresta.
O principal alvo das críticas é o chamado “trecho do meio”, área de 405 quilômetros sem asfalto que corta uma das regiões mais preservadas do bioma amazônico.
Confira os 10 principais argumentos levantados por ambientalistas contra a pavimentação da rodovia:
- A BR-319 atravessa áreas extremamente sensíveis
A rodovia passa por uma região cercada por 42 unidades de conservação e 69 terras indígenas. Ambientalistas afirmam que poucas obras no país concentram tamanho potencial de impacto ambiental. - O asfaltamento pode multiplicar o desmatamento
Estudos citados por organizações ambientais apontam que a derrubada da floresta pode quadruplicar na área de influência da estrada após a pavimentação. - A obra pode abrir uma nova fronteira de invasões
Especialistas alertam para o avanço da grilagem, da extração ilegal de madeira e da ocupação irregular em áreas ainda preservadas da Amazônia. - O chamado efeito “espinha de peixe” já preocupa
Ramais clandestinos começam a surgir ao redor da rodovia e avançam mata adentro. Imagens de satélite mostram a expansão dessas vias ilegais ligadas à BR-319. - O desmatamento já cresceu antes mesmo do asfalto
Segundo monitoramentos ambientais, a expectativa pela pavimentação já impulsionou o avanço da destruição florestal nos últimos anos. - Povos indígenas e ribeirinhos relatam pressão crescente
Comunidades tradicionais denunciam invasões, ameaças e destruição de áreas usadas para caça, pesca e coleta de castanha e açaí. - Ambientalistas acusam manobra no licenciamento
O DNIT classificou parte da obra como “manutenção” para dispensar licenciamento ambiental após mudanças na legislação aprovadas em 2025. - Especialistas afirmam que a obra exige estudos completos
Entidades ambientais defendem que o impacto da pavimentação é tão grande que exige EIA e Rima atualizados antes de qualquer intervenção. - A disputa já virou batalha judicial
O Observatório do Clima acionou a Justiça para tentar barrar editais relacionados às obras da rodovia. - A BR-319 virou símbolo da disputa sobre a Amazônia
Para ambientalistas, o debate ultrapassa a estrada. A discussão virou um embate entre preservação ambiental e expansão econômica sobre a floresta.
Leia, na íntegra, no Projeto Colabora.
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Foto: Orlando K. Junior / Fundação Amazonas Sustentável
