Como policial, Melqui Galvão já foi preso por assassinato no Amazonas

Agora preso por suspeita de estupro, professor de jiu-jitsu participou de morte em Presidente Figueiredo. Recorde o caso

Publicado em: 04/05/2026 às 19:32 | Atualizado em: 04/05/2026 às 19:32

O investigador da Polícia Civil e treinador de jiu-jítsu Melqui Galvão, preso nesta semana por suspeita de abuso sexual contra uma ex-aluna, já havia sido acusado pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) de homicídio qualificado em uma operação policial realizada em 2011, em Presidente Figueiredo.

O caso ocorreu durante a operação “Cachoeira Limpa” e terminou com a morte do empresário Fernando Pontes, conhecido como “Ferrugem”.

Segundo o MP, Melqui foi apontado como um dos autores dos disparos efetuados dentro da casa da vítima.

Imagens da ação, divulgadas na época, mostraram policiais entrando no imóvel e abordando o empresário, que aparecia com as mãos levantadas antes dos tiros.

A família negou que ele estivesse armado ou tivesse reagido. Já policiais envolvidos alegaram legítima defesa.

O Ministério Público concluiu que houve execução e denunciou os agentes envolvidos. Melqui Galvão chegou a ser preso preventivamente, mas foi solto após o vencimento do prazo da prisão.

Agora, o treinador volta ao centro de uma nova investigação. Ele é suspeito de abusar sexualmente de uma adolescente de 17 anos durante uma competição esportiva fora do país.

A Polícia Civil afirma que há relatos de ao menos três possíveis vítimas, incluindo uma que teria 12 anos à época dos fatos.

Além da prisão temporária, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços ligados ao investigado em São Paulo e no Amazonas. A polícia informou que as investigações continuam para identificar possíveis novas vítimas.

Em manifestação nas redes sociais, o lutador disse repudiar qualquer forma de violência contra mulheres e crianças e defendeu a apuração rigorosa do caso.

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Foto: reprodução/redes sociais.