Terras raras no Amazonas: entenda o que está em jogo

No Brasil, há grandes reservas desses recursos, inclusive no Amazonas, o que aumenta o interesse internacional

Publicado em: 25/04/2026 às 19:00 | Atualizado em: 25/04/2026 às 18:06

Os chamados minerais estratégicos e terras raras estão no centro da nova corrida global por tecnologia e energia limpa, e o Amazonas aparece nesse mapa.

Apesar de muitas vezes tratados como iguais, esses recursos têm diferenças importantes.

As terras raras são um grupo de 17 elementos químicos usados em produtos como celulares, baterias e turbinas eólicas.

Já os minerais estratégicos como lítio, nióbio e níquel são aqueles essenciais para a economia e inovação de um país.

Os minerais críticos, por sua vez, são os que têm risco de faltar, seja por dependência externa ou concentração em poucos países.

No Brasil, há grandes reservas desses recursos, inclusive no Amazonas, o que aumenta o interesse internacional.

O país é destaque mundial em minerais como nióbio, grafita e níquel, fundamentais para a transição energética.

Leia mais

Lula barra por ora criação da ‘Terrabrás’, a estatal de terras raras

Mas o potencial econômico vem acompanhado de desafios. Especialistas alertam que o Brasil ainda exporta matéria-prima e importa produtos industrializados, perdendo valor na cadeia produtiva.

Além disso, a exploração mineral levanta preocupações ambientais e sociais, especialmente na Amazônia, onde pode afetar rios, comunidades e a biodiversidade.

Contexto geral

O estado mais rico em terras raras no Brasil é Minas Gerais. Ele concentra algumas das principais reservas e projetos em desenvolvimento, especialmente em áreas com alto potencial mineral.

Logo depois, aparecem Goiás, Bahia e Amazonas, que também possuem depósitos relevantes.

  • Minas Gerais lidera em volume e exploração mais avançada
  • Outros estados têm grande potencial, mas ainda estão em expansão
  • O Brasil, na totalidade, possui uma das maiores reservas do mundo, o que aumenta sua importância estratégica global.

Com informações da Agência Brasil

Foto: Antônio Lopes/Sema