MPF cobra ação no Amazonas contra péssimas condições da educação indígena
Prefeitura de Ipixuna tem 30 dias para apresentar cronograma de melhorias em escolas indígenas
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 17/04/2026 às 11:04 | Atualizado em: 17/04/2026 às 11:04
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Prefeitura de Ipixuna e a Secretaria Municipal de Educação adotem medidas urgentes para corrigir a precariedade da educação indígena no município, no interior do Amazonas.
A cobrança ocorre após a identificação de falhas na infraestrutura das escolas e na gestão de pessoal que comprometem o ensino nas aldeias.
A prefeitura e a secretaria têm prazo de 30 dias para apresentar um cronograma de execução das melhorias.
Precariedade nas aldeias
Entre os problemas apontados está a situação da aldeia Madiha Kulina. No local, quase 30 alunos dividem apenas dez cadeiras, segundo o MPF. O fogão usado para preparar a merenda escolar possui apenas duas bocas, o que dificulta o atendimento aos estudantes.
O órgão também recomendou a construção de novas escolas nas aldeias Medonho, Salina e Tiquara, além de reformas na unidade da aldeia Poeira. Para a comunidade Madiha Kulina, o MPF cobra adequação imediata da estrutura com fornecimento de mobiliário e materiais básicos.
Cobrança administrativa
O MPF também cobra a regularização dos contratos dos professores indígenas até julho de 2026, para garantir os direitos trabalhistas desses profissionais.
Outra recomendação é a publicação de edital para compra de alimentos da agricultura familiar indígena e ribeirinha destinados à merenda escolar.
Caso as medidas não sejam cumpridas, o MPF poderá adotar medidas judiciais contra os gestores municipais.
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Foto: divulgação
