Caso Master: Iter, de André Mendonça, lucrou com município prejudicado
Segundo maior contrato com a entidade do ministro do STF é de órgão público do Amazonas.
Publicado em: 09/04/2026 às 14:20 | Atualizado em: 09/04/2026 às 14:22
O instituto Iter, ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, firmou contrato com um consórcio público presidido por gestor de município que investiu milhões no Banco Master, hoje alvo de investigação na Corte.
O acordo, de R$ 1,2 milhão, foi assinado em julho de 2025 com o Cioeste, consórcio que reúne cidades da região metropolitana de São Paulo.
O contrato prevê a oferta de cursos e palestras na área de direito e administração pública.
Conexão com o caso Master
O consórcio é presidido pelo prefeito de São Roque, Guto Issa.
O município aparece no centro do caso após o instituto de previdência local investir R$ 93 milhões no Banco Master.
O valor foi aplicado em títulos sem garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Com a liquidação do banco, parte dos recursos ficou exposta a prejuízo.
Relação institucional
Pelo Iter, o contrato foi assinado por Victor Godoy, ex-ministro da Educação e sócio minoritário da entidade.
Mendonça e sua esposa detêm a maior parte do instituto, com 77,5% de participação.
O caso levanta questionamentos sobre a relação entre o instituto e entes públicos ligados ao episódio financeiro.
A assessoria do STF não respondeu aos questionamentos sobre o tema.
Contratos públicos
Desde a criação, o Iter firmou 54 contratos com órgãos públicos, somando R$ 4,7 milhões.
O segundo maior contrato foi com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, no valor de R$ 466 mil.
Saiba mais na Carta Capital.
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Foto: Carlos Moura/SCO/STF
