Guerra de egos no PL: Eduardo Bolsonaro e Nikolas brigam

A disputa pelo controle da base digital gera embate direto entre ambos e ameaça a unidade da direita.

Publicado em: 05/04/2026 às 11:40 | Atualizado em: 05/04/2026 às 11:40

O que antes era uma frente unida de “soldados do capitão” converteu-se em um campo de batalha público, onde a disputa pelo espólio político da direita brasileira fala mais alto que a ideologia.

O embate direto entre o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro e o fenômeno das redes sociais Nikolas Ferreira (PL-MG) escancara um racha profundo no Partido Liberal, motivado por um choque de vaidades e o temor da perda de hegemonia da família Bolsonaro sobre sua base digital.

O “Criador” contra a “Criatura”

A troca de farpas, que começou após um deboche de Nikolas a uma fala de Eduardo sobre alianças políticas, escalou para um ataque pessoal carregado de ressentimento.

Eduardo utilizou um tom paternalista e ferido ao classificar o colega de partido como uma “versão caricata de si mesmo”.

Ao relembrar que Nikolas era apenas um “assessor desconhecido” quando recebeu o apoio do clã Bolsonaro, Eduardo sinaliza que a gratidão deveria estar acima da autonomia política.

O filho do ex-presidente deixou claro que, na sua visão, os holofotes e a fama subiram à cabeça do mineiro, transformando o “menino em quem acreditou” em um adversário interno movido pelo ego.

A eleição de Flávio Bolsonaro

O ponto nevrálgico do conflito, no entanto, é o pragmatismo eleitoral.

Eduardo acusa Nikolas de boicotar deliberadamente a candidatura de Flávio Bolsonaro, utilizando o algoritmo das redes para promover uma “espiral do silêncio”.

A acusação é grave: Nikolas estaria priorizando seu próprio crescimento e o de aliados que desejam a “morte política” de Jair Bolsonaro, oferecendo a Flávio apenas um apoio de fachada.

Para Eduardo, a eleição do irmão não é uma questão familiar, mas uma “missão de sobrevivência” contra o sistema.

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Ao exigir que Nikolas “caia na real”, Eduardo tenta enquadrar o deputado mineiro, sugerindo que sua popularidade é um empréstimo do bolsonarismo que agora está sendo usado contra os próprios credores.

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Foto: Redes sociais