Mauro Campbell anuncia quase 19 mil imóveis entregues no Amazonas
Segundo o corregedor nacional de Justiça, a meta no Amazonas é regularizar 4.063 áreas até março de 2027
Iram Alfaia, do BNC Amazonas em Brasília
Publicado em: 23/03/2026 às 22:39 | Atualizado em: 24/03/2026 às 04:20
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, divulgou números expressivos de entregas de moradias no Amazonas no encerramento, em Manaus, da 4ª Semana Nacional de Regularização Fundiária — Solo Seguro Amazônia Legal.
As ações promovidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com a Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas (CGJ-AM) resultaram em 3.195 processos de titulação em 2025.
Somadas às ações do Solo Seguro Favela, que resultaram em 15.773 regularizações em Manaus, o total de títulos entregues no ano passado chega a 18.998.
Segundo o corregedor, a meta no Amazonas é regularizar 4.063 áreas até março de 2027.
Até o momento, municípios como Iranduba, Japurá, Presidente Figueiredo e São Sebastião do Uatumã já realizaram entregas de títulos, um crescimento de 27% em relação à edição anterior.
Campbell afirmou que o programa se consolidou como uma política estruturante de governança fundiária no país.
“A Semana Solo Seguro Amazônia Legal é muito mais do que uma política indutora de entrega de títulos de propriedade. Ela se tornou um espaço de articulação institucional e construção coletiva de soluções para a governança da terra no Brasil”, disse.
Titulação
“A titulação fundiária não pode ser vista apenas como a entrega de um documento. Ela representa o reconhecimento formal da moradia, a abertura de portas para políticas públicas e a redução de conflitos fundiários”, afirma.
Ele também destacou que a regularização na Amazônia exige conciliar inclusão social e preservação ambiental.
“As ações reconhecem que a regularização fundiária deve caminhar lado a lado com a promoção da justiça social e a proteção do meio ambiente”, defende.
“A ação integra esforços do Poder Judiciário, de instituições públicas e da sociedade para assegurar títulos de imóveis, identificar áreas públicas e de proteção ambiental e inserir milhares de famílias na ordem socioeconômica formal”, diz nota da CNJ.
Foto: TSE/divulgação
