Eleições 2026: novo TSE promete atuação mais discreta
Com mudança no comando, Corte Eleitoral enfrentará desafios como inteligência artificial, novas regras da Ficha Limpa e combate a irregularidades
Publicado em: 22/03/2026 às 21:42 | Atualizado em: 22/03/2026 às 22:00
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passará por mudanças importantes em sua composição e liderança para as eleições de 2026, em um cenário marcado por novos desafios e alta expectativa sobre sua atuação.
A partir de junho, o ministro Kassio Nunes Marques assumirá a presidência da Corte, tendo André Mendonça como vice.
Será a primeira vez que dois indicados do ex-presidente Jair Bolsonaro comandarão simultaneamente o tribunal eleitoral.
Especialistas apontam que o TSE deve adotar uma postura mais moderada em relação ao protagonismo visto nas eleições de 2022, quando decisões mais duras marcaram a atuação da Corte em meio a ataques ao sistema eleitoral.
Entre os principais desafios para 2026 estão a aplicação das mudanças na Lei da Ficha Limpa e a fiscalização de conteúdos produzidos por inteligência artificial, como deepfakes e desinformação em larga escala.
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Novas regras já preveem, por exemplo, restrições à circulação de conteúdos com IA nos dias próximos à votação.
Além disso, o tribunal terá a missão de garantir equilíbrio entre combate a irregularidades e respeito às liberdades individuais, em um ambiente político ainda polarizado e sob forte vigilância da sociedade.
Responsável por organizar e supervisionar as eleições no país, o TSE também deve lidar com temas sensíveis, como possíveis candidaturas de políticos antes considerados inelegíveis e o risco de influência do crime organizado no processo eleitoral.
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Foto: Luiz Roberto/TSE
