Leopoldo Montenegro é o novo superintendente da Suframa

Sua ascensão ao cargo máximo é vista como uma sinalização de continuidade técnica e fortalecimento do corpo funcional da autarquia

Leopoldo Montenegro é o novo superintendente da Suframa

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 20/03/2026 às 05:51 | Atualizado em: 20/03/2026 às 06:05

O Diário Oficial da União (DOU) oficializou, na manhã desta sexta-feira (20), uma mudança estratégica no comando da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Com isso, Leopoldo Augusto Melo Montenegro Junior é o novo Superintendente da autarquia, substituindo João Bosco Gomes Saraiva, que deixou o cargo após um período marcado pela bandeira da democratização e interiorização do modelo.

Assim, a nomeação de Leopoldo, antecipada pelos bastidores políticos e confirmada pelo portal BNC Amazonas, traz um perfil técnico e “da casa” para o topo da hierarquia da autarquia.

Quem é o novo Superintendente?

Leopoldo Montenegro não é um estranho aos corredores do Distrito Industrial. Servidor de carreira da Suframa, ele ocupava até então a Superintendência Adjunta de Projetos (SAP), considerada o “coração operacional” da instituição.

Sua ascensão ao cargo máximo é vista como uma sinalização de continuidade técnica e fortalecimento do corpo funcional da autarquia. Por conhecer os trâmites internos e os gargalos burocráticos, a expectativa do setor produtivo é de uma gestão de transição suave e foco na agilidade processual.

O “coração” da Suframa: O que Leopoldo fazia na SAP?

Para entender o peso da escolha, é preciso olhar para a pasta que Leopoldo comandava. A Superintendência de Projetos é, essencialmente, onde a engrenagem da Zona Franca de Manaus gira. Entre suas atribuições fundamentais, destacam-se:

  • – Análise e aprovação de projetos: é nesta pasta que todos os projetos industriais são analisados técnica e economicamente antes de serem submetidos ao Conselho de Administração da Suframa (CAS).
  • – Fiscalização do PPB: a equipe de Leopoldo era responsável por verificar o cumprimento do Processo produtivo básico, o conjunto mínimo de operações que caracteriza a industrialização local para fins de benefícios fiscais.
  • – Distrito agropecuário (DASM): sob seu guarda-chuva estava também a gestão e fiscalização de todos os projetos agropecuários da região, área estratégica para a diversificação da matriz econômica do estado.

O legado de Bosco Saraiva

João Bosco Saraiva deixa o cargo com um balanço positivo focado na democratização do modelo ZFM. Durante sua gestão, Saraiva buscou aproximar a autarquia dos municípios do interior e fortalecer o diálogo político em Brasília, especialmente em meio aos debates da Reforma Tributária.

A saída de Bosco, embora oficializada hoje, já era ventilada como parte de um rearranjo natural, deixando para seu sucessor o desafio de consolidar os investimentos aprovados nas últimas reuniões do CAS e garantir a segurança jurídica das empresas instaladas.

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Foto: divulgação