OAB-AM terá que se curvar a Wilson Lima

Articulação de dirigentes da Ordem tentava evitar que o governador tivesse poder para nomear o próximo desembargador do TJ-AM. Queriam esperar a posse de Tadeu de Souza.

OAB-AM terá que se curvar a Wilson Lima

Neuton Corrêa, da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 03/03/2026 às 04:51 | Atualizado em: 03/03/2026 às 09:31

O “Fico” do governador Wilson Lima (União) jogou por terra a estratégia de dirigentes nacionais da OAB de tentar tirá-lo do processo da eleição que escolherá o próximo desembargador do TJ-AM pela cota da entidade.

Dessa forma, a articulação previa esperar que o vice-governador Tadeu de Souza (PP) sentasse na cadeira para, então, retomar o processo.

Sendo assim, eles esperariam que um aliado fosse nomeado desembargador por Tadeu. O nome que figurava nos bastidores dessa estratégia era o do advogado Marco Aurélio Choy, ex-presidente da OAB-AM.

Assim, o estratagema era assunto de consumo interno da eleição, mas ganhou corpo quando o direção nacional da Ordem adiou o Quinto Constitucional por tempo indefinido, quatro dias antes da eleição. Em Manaus, o presidente da entidade no Amazonas, Jean Cleuter, foi contra a decisão, mas prevaleceu o entendimento de Brasília.

Agora, a OAB-AM terá que retomar o processo de escolha que foi interrompido no dia 15 de dezembro de 2025, quatro dias antes do pleito.

Nesse caso, ao retomar a eleição, a OAB-AM terá que se curvar ao governador Wilson Lima. É ele que assinará a nomeação do próximo desembargador.

Portanto, a seccional poderá fazer isso resignadamente ou terá que esperar o próximo governador. Esse, porém, só toma posse no dia 5 de janeiro de 2027.

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Foto: Diego Peres/Secom