O blefe da verdade: Mandel expõe o vazio no chilique de Almeida

Deputado convoca live para desconstruir narrativa de perseguição e detalhar lacunas de prefeito que prometeu provas, mas entregou apenas retórica

Da Redação do BNC Amazonas

Publicado em: 23/02/2026 às 23:25 | Atualizado em: 24/02/2026 às 01:05

A expectativa de que o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), apresentaria provas irrefutáveis contra a operação Erga Omnis transformou-se em frustração no meio político e no eleitor amazonense.

Ao anunciar sua candidatura a governador do estado, após apenas um ano no mandato lhe confiado pelo morador da capital, sem entregar o que prometeu, Almeida abriu espaço para a contraofensiva do deputado federal Amom Mandel (Cidadania).

Sob o título “A verdade vai aparecer”, a live de Mandel nesta terça-feira, 24 de fevereiro, promete ser o desmonte técnico de uma estratégia de defesa considerada por analistas de justiça e política como um “chilique institucional”.

Mandel pretende explorar, entre outros, cinco pontos críticos que o prefeito tentou camuflar com ataques ao governo estadual e à Polícia Civil do Amazonas:

  • A posição sobre Tadeu de Souza : o deputado questionará o episódio na entrevista em que Almeida, instintivamente, procurou abafar o xingamento de sua claque ao vice-governador, possível adversário na eleição.
  • O escudo da prefeitura : a exploração do uso do setor jurídico municipal para tentar evitar a prisão de Anabela Cardoso Freitas, configurando possível desvio de finalidade.
  • A matemática do Coaf : o desmonte da tentativa de Almeida de “normalizar” a movimentação de R$ 1,5 milhão da assessora apenas somando salários e pensões.
  • O silêncio sobre a facção : o foco na recusa do prefeito em explicar os elos documentados pela investigação entre a estrutura pública e o crime organizado.
  • A instrumentalização do palco : a crítica ao uso de um evento político-eleitoral para blindagem pessoal, em vez de focar na governabilidade da Prefeitura de Manaus.

A leitura de bastidores é que a postura de Almeida, ao poupar o vice-governador Tadeu de Souza enquanto atacava a operação e o governador Wilson Lima, revelou uma tática de sobrevivência política frágil.

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Sem as “provas de inocência” e de verdades prometidas, o prefeito deixou o comando da capital sob uma sombra policial que agora Mandel pretende projetar com nitidez.

A live do parlamentar busca consolidar a percepção de que a operação Erga Omnis não é uma peça política, mas uma ação judicial fundamentada que o prefeito, ensaiando sua despedida, não conseguiu desmentir.

Fotomontagem: BNC Amazonas