Prefeito blinda elo com crime organizado, ataca polícia e despreza investigação
David Almeida admite uso de estrutura jurídica para tentar evitar prisão de assessora apontada como operadora financeira da facção Comando Vermelho na sua gestão.
Da Redação do BNC Amazonas
Publicado em: 23/02/2026 às 13:30 | Atualizado em: 23/02/2026 às 13:32
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante) fez hoje (23 de fevereiro) uma entrevista à imprensa marcada por uma defesa intransigente de Anabela Cardoso Freitas, considerada pela operação Erga Omnis como o “braço operacional” do crime organizado dentro da Prefeitura de Manaus.
Ignorando as provas apresentadas pelo delegado Marcelo Martins, que apontam a servidora como peça-chave na lavagem de dinheiro da facção Comando Vermelho, o prefeito não apenas defendeu sua inocência, como admitiu ter mobilizado aliados jurídicos para tentar barrar a ordem judicial de prisão preventiva da assessora.
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De acordo com informações de bastidores, a movimentação de Almeida para proteger Anabela começou antes mesmo da deflagração da operação, evidenciando o temor de que o elo entre a administração municipal e a criminalidade fosse exposto.
Na entrevista, o prefeito desdenhou das investigações do Coaf, que rastrearam R$ 1,5 milhão em contas da servidora, e justificou gastos suspeitos em espécie como sendo de seus próprios rendimentos, tentando puxar para si a responsabilidade financeira da assessora agora recolhida a presídio.
A postura “ácida” de Almeida contra a Polícia Civil do Amazonas revela uma tentativa de descredibilizar a Justiça para viabilizar sua pré-candidatura ao governo estadual.
Ao afirmar que “quem não presta é quem descarta uma pessoa na adversidade”, o prefeito selou seu destino político ao de Anabela, transformando uma investigação criminal em uma narrativa de perseguição política, enquanto o comando da operação mantém o foco na farta documentação que liga a estrutura pública ao financiamento do tráfico.
Fotomontagem: BNC AMAZONAS
